15/06/2017

[Resenha] Tudo e Todas as Coisas – Nicola Yoon

Oiii Amores do meu coração!

Essa resenha saiu especialmente hoje porque o filme baseado em Tudo e Todas as Coisas estreia essa semana! OBAAAA! Como eu já tinha devorado ele mesmo, quis logo vir aqui contar pra vocês como foi fofíssima essa leitura.

Li pelas internet da vida, que muitos se debulharam em lágrimas aqui e até estranhei, já que pra mim a leitura foi tão leve que achei até que tinha lido o livro errado…. logo eu, aquela que chora vendo comercial de cachorro. 😒 Mas, chorando ou não, vem comigo se apaixonar por essa lindeza também.

Sigam-me os não tão emotivos! (tá bom, os emotivos também!)

tudo e todas as coisas Nicola Yoon

Descrição
“Minha doença é tão rara quanto famosa. Basicamente, sou alérgica ao mundo. Qualquer coisa pode desencadear uma série de alergias. Não saio de casa. Nunca saí em toda minha vida. As únicas pessoas que já vi foram minha mãe e minha enfermeira, Carla. Eu estava acostumada com minha vida até o dia que ele chegou. Olho pela minha janela para o caminhão de mudança, e então o vejo. Ele é alto, magro e está vestindo preto da cabeça aos pés. Seus olhos são de um azul como o oceano. Ele me pega olhando-o e me encara. Olho de volta. Descubro que seu nome é Olly. Talvez eu não possa prever o futuro, mas posso prever algumas coisas. Por exemplo, estou certa de que vou me apaixonar por Olly. E é quase certo que será um desastre.”

Esse é o primeiro livro que leio de Nicola Yoon e desconfio que não será o ultimo, já que, pelo menos aqui, sua narrativa foi uma surpresa muito bem vinda. Quando li a descrição do livro me preparei para ler um daqueles romances que despedaça a alma da gente. Dos que deixam aquela ressaca literária de semanas.

Mas sabem que mesmo tendo como tema um doença tão horrível, a narrativa é tão leve e empolgante que nem dá para sentir pena da nossa heroína. Temos ilustrações, descrições divertidas e, nesta edição que é especialmente em homenagem ao filme, umas fotos lindas.

Falando da história em si, aqui vamos conhecer Madeline. Ela nasceu com uma doença que não tem cura e que a faz alérgica ao mundo. Sendo filha de uma médica, sua mãe fez com que a casa delas se tornasse a prisão o ambiente perfeito para que Madeline não fosse afetada por nada do mundo lá fora.

tudo e todas as coisas Nicola Yoon

Madeleine é a menina da bolha. Ela não tem amigos, nunca saiu de casa, todas as pessoas com quem tem contato são “desinfectadas” antes de entrar em contato com ela. Não que ela tenha contato com muitas pessoas além de sua mãe e Carla, sua enfermeira.

– Você é tudo de com num corpo que também é tudo de bom.

– Hummm… Você também.

Aliás, Carla é uma personagem que super roubou a cena aqui. Amei muito o jeito mãezona que ela tem e é muito lindo ver o carinho dela por Madeline. Mesmo com uma linda como a Carla como amiga e enfermeira, a vida de Madeline é uma fila de dias iguais, ela inclusive define isso muito bem, dizendo que se sua vida fosse um livro, todas as páginas seriam iguais #sqn. Isso até Ele aparecer. Ele é Olly, o vizinho.

Pela milésima vez percebo como minha doença é um fardo para ela. No meu caso, este é o único mundo conhecido, mas minha mãe não: antes ela tinha meu irmão e meu pai. Viajava e jogava futebol.

Olly se muda com sua família para a casa ao lado da de Madeline. Instantaneamente, vigiar essa família se torna o passa tempo número 1 de Maddy. Não que o fato de Olly ser lindo tenha alguma coisa a ver com isso. Ele também tem uma característica bem interessante, nunca fica parado. Está sempre subindo nas coisas, amei.

tudo e todas as coisas Nicola Yoon

Claro que não demorou para ele reparar em Madeline, o que é empolgante e assustador para ela. Como manter uma amizade se ela não sai de casa ou sem contar a verdade sobre sua doença? É aí que tudo fica mais interessante.

Às vezes, releio meus livros favoritos de trás para frente. Começo pelo último capítulo e vou seguindo até chegar ao primeiro.

Acho que alguns pontos da história poderiam ter sido mais explorados, como a família de Olly e o drama que Madeline vive. Mas talvez essa tenha mesmo sido a ideia da autora, não focar nos dramas, mas sim na forma como os personagens lidam com eles.

tudo e todas as coisas Nicola Yoon

Não temos aqui uma história triste que vai te levar as lágrimas com o sofrimento de Madeline (pelo menos eu não me senti assim, como contei lá em cima), até porque ela é bem resolvida com sua situação, não tendo conhecido nada além disso. O que chama atenção na história é sua própria narrativa.

in.fi.ni.to (i.fi.n’i.tƱ) a.m. 1. O estado

de não saber onde acaba um corpo

e começa o outro: Nossa felicidade

       é infinita [2015, Whittier]

Vamos ver como Madeline tira o máximo proveito de sua vida e como ela analisa as coisas de uma forma divertida. Ela não se sente derrotada por sua condição, pelo contrário, com uma imaginação fértil e uma dose de ironia, ela tenta ver o melhor em tudo.

Se minha vida fosse um livro e você o lesse de trás para frente, nada mudaria.

Eu diria que vamos entrar no “Mundo de Madeline” ao abrir o livro. Um mundo limitado, mas não triste ou revoltado. E isso é o muito legal na história, a forma como a autora consegue envolver o leitor de forma leve e despretensiosa. Uma leitura rápida e muito envolvente. Estou até com medo de ver o filme agora.

tudo e todas as coisas Nicola Yoon

Recebemos essa lindeza em parceria com a editora Arqueiro, e junto com o livro veio esse bloco de notas lindo com a capa do livro. Nem preciso dizer que super amamos, né?

Tudo e Todas as Coisas

Nicola Yoon

Editora Arqueiro

Classificação: ★★★★☆ (4)

Se você, assim como eu, prefere ler o livro antes de ver o filme, clica aqui em baixo que tem algumas promoções bem legais.

Livraria da Travessa  Livraria Cultura Livraria da Folha

E vocês, o que têm a dizer sobre essa fofura de livro? Amaram, sim, não, muito pelo contrario? Contem pra mim, por favor!

Bjos 1000!

Jaque

Jaque

Carioca, casada e apaixonada por livros. Lê de tudo, mas prefere romances.Totalmente Disney Freak, ama tudo que a Disney produz. O apertamento onde mora quase não comporta o tamanho do amor pelos livros (agora compra mais e-books), até porque, metade de mim ama ler e a outra metade está ali com um livro na mão.

"...as lost as Alice as mad as the Hatter"
Jaque

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