13/01/2017

[Resenha] Escândalo de Cetim – Loretta Chase

Oiii Pessoas do meu coração!

O ano começou agora, mas a lista de romances de época que quero ler já está lá no teto. Ainda mais com tantos lançamentos lindos da vida que já estão em vista. Aiii… meu bolso…

Mas vamos deixar esse assunto de dinheiro de lado, afinal, dinheiro não traz felicidade, mas compra livros, o que é a mesma coisa (frase de Facebook, que feio! 🙈) Mas então, mesmo amando de paixão um romance desses que se passam lá nos “tempos do ronca”, tenho uma confissão nada agradável para fazer sobre Escândalo de Cetim (mas essa confissão tem um final feliz!).

Sigam-me os curiosos, que eu conto que confissão é essa.


Descrição
“Cada frase de Loretta Chase brilha com inteligência e charme.” – RT Book Reviews

Irmã do meio entre as três proprietárias de um refinado ateliê de ­Londres, Sophia Noirot tem um talento inato para desenhar chapéus luxuosos e um dom notável para planos infalíveis. A loura de olhos azuis e jeito inocente é na verdade uma raposa, capaz de vender areia a beduínos.

Assim, quando a ingênua lady Clara Fairfax, a cliente mais importante da Maison Noirot, é seduzida por um lorde mal-intencionado diante de toda a alta sociedade londrina, Sophia é a pessoa mais indicada para reverter a situação.

Nessa tarefa, ela terá o auxílio do irmão cabeça-dura de lady Clara, o conde de Longmore. Alto, musculoso e sem um pingo de sutileza, Longmore não poderia ser mais diferente de Sophia. Se a jovem modista ilude as damas para conseguir vesti-las, ele as seduz com o intuito de despi-las. Unidos para salvar lady Clara da desonra, esses charmosos trapaceiros podem dar início a uma escandalosa história de amor… se sobreviverem um ao outro.

Em Escândalo de cetim, segundo livro da série As Modistas, Loretta Chase nos presenteia com um dos casais mais deliciosos já descritos. Além de terem uma inegável química, Sophia e Longmore são divertidos como o rodopiar de uma valsa e sensuais como um corpete bem desenhado.

Pessoas lindas, é meu dever avisar a vocês que essa resenha pode ou não (provavelmente sim) conter algum spoiler sobre o livro 1. Também não indico que vocês leiam Escândalo de Cetim antes de ler Sedução da Seda (tem resenha sobre ele AQUI). Claro, é possível ler e entender tranquilamente a história e se você não se incomodar em pegar o bonde andando (xiii, hoje baixou na blogueira a vontade de usar as gírias do tempo da vovó), pode ler sem problema.

Amores, a tal confissão que tenho a fazer é que esse livro não me empolgou até que eu tivesse chegado bem depois da metade. E depois de ter gostado tanto do livro 1… Pior, comecei a ler ele em inglês, mas a leitura estava tão agarrada que parei e esperei ele sair por aqui em português pra terminar a leitura.

Aí você pode ter pensado “Ah, a leitura estava agarrada porque você não estava entendo o inglês!”. Mas não foi isso, até porque mesmo em português, demorou pra eu me envolver com a história. Mas depois que isso aconteceu foi só alegria! \o/ Fiquei mega feliz por não ter desistido do livro, ainda mais porque eu amo a Loretta Chase. Que bom que nos livros a primeira impressão nem sempre é a que fica.

Ninguém jamais poderá saber.

Mas falando da história, sabemos que no livro 1 (⚠️ Alerta Spoiler! ⚠️) a modista Marcelline Noirot casou-se com o duque de Clevedon, para horror e desespero da nobreza londrina no inicio do século XIX. E mais, ela foi até apresentada à rainha, fato que desagradou e muito a mãe de lady Clara. Lembram dela? A ex-prometida do duque de Clevedon, que o rejeitou perante toda a sociedade dizendo “Não sou obrigada!” e se tornando a primeira empoderada da história?

Brincadeira, amores! #blogueiraPiadista Lady Clara rejeitou sim o duque, mas de uma forma mais sutil, dizendo que ela queria um amor de verdade, e não uma pacifica convivência com ele (ou algo do tipo, minha memória é meio ruim #Dory). E quem não se conformou de forma alguma com essa rejeição foi a mãe de Clara, que não cansa de falar mal da Maison Noirot em alto e bom som.

Uma gota de esperança é tudo que procuro. Preciso saber quando poderei vê-la outra vez. Pelo amor de Deus, que seja em breve.

Eternamente seu, A.

Bom, aqui vamos conhecer mais a fundo Sophia, a irmã Noirot (dãaaa) do meio. Essa é aquela que se disfarça para ir as festas e escrever para o tabloide contando todas as fofocas da nobreza. Particularmente, depois do meu começo desastroso, sabem que eu amei a Sophia? Aliás, gostei mais dela do que da Marcelline. Sophia é inteligente e obstinada e isso faz dela o par mais imperfeito para lorde Longmore.

Por que? Bem, todos consideram lorde Longmore um homem que age antes e pensa depois, na verdade, o consideram (no início até Sophia estava incluída nesse grupo) um homem de pouca inteligência. Do tipo brutamontes que está sempre arrumando brigas. Ele até saiu no tapa com o melhor amigo, o duque de Clevedon. Mas em defesa de Longmore, Clevedon meio que mereceu.

A simples possibilidade de confiar seus assuntos amorosos a outra pessoa fez seu sangue gelar. De qualquer maneira, ele havia jurado segredo.

Porém, eu iria mais além, não concordo com o que dizem a respeito dele. Eu o definiria como um homem de gostos simples e sentimentos simples. Já sabem que amei nosso herói, né?! Aliás, não abandonei a leitura no início por ele. Amores, vocês sabem que eu não resisto a um homem apaixonado. E, mesmo ele não estando apaixonado no inicio do livro, ele não disfarça o enorme interesse que tem em Sophia. E isso me encantou! Como eu disse, ele é um homem simples, então ele vê Sophia e a quer. Ponto final. Como não amar um homem desses?

A dinâmica do casal realmente é deliciosa. Ao mesmo tempo que estão brigando, estão se desejando. Sophia pensa em cada passo que vai dar enquanto Longmore age sempre por impulso e isso faz tudo ficar muito mais divertido. Confesso que eles são mesmo uma graça.

– Você e eu. Nós fazemos amor. Existe uma diferença. Um mundo de diferenças. Ele não tem nada que querer fazer amor com você, usando essa carta imbecil e mal escrita.

Amores, acho que deu pra perceber que mesmo tendo gostado muito desse livro, ele não me empolgou. Gostei da história, foi uma leitura deliciosa, super indico ele aos amantes de romance de época, mas ele não entrou para o hall dos queridinhos da vida. Amo demais o estilo de escrita da diva Loretta Chase, a descrição dela dos sentimentos dos personagens (mesmo dos personagens simples de sentimentos 😉) é maravilhosa e aqui não desapontou.

Escândalos de Cetim é o livro 2 da série As Modistas, da diva Loretta Chase. AQUI tem resenha sobre o livro 1, Sedução da Seda. Agora, é uma capa mais linda que a outra nessa série, a editora Arqueiro arrasou.

Escândalos de Cetim

As Modistas, livro 2

Loretta Chase

Editora Arqueiro

Classificação: ★★★★☆ (4)

Ah, se você se interessou, tem a venda aqui:

Livraria da Travessa  Livraria Cultura
Livraria da Folha Submarino

Pessoas lindas, me contem como foi a leitura para vocês! Amaram mais do que eu? Menos? Contem pra mim aqui em baixo. Sempre respondo todo mundo e AMO conversar com vocês.

Bjos 1000!

Jaque

Jaque

Carioca, casada e apaixonada por livros. Lê de tudo, mas prefere romances.Totalmente Disney Freak, ama tudo que a Disney produz. O apertamento onde mora quase não comporta o tamanho do amor pelos livros (agora compra mais e-books), até porque, metade de mim ama ler e a outra metade está ali com um livro na mão.

"...as lost as Alice as mad as the Hatter"
Jaque

2 Comentários

  1. Josy Novais says:

    Sabe foi ótimo ler sua resenha porque assim desisto da série de vez. Não gostei do primeiro livro, primeiro pelo triangulo amoroso detesto, mas tem livros que eles funcionam bem, nesse a “outra” humilha Clara em um determinado momento e ela aceita passivamente dizendo que não que ver o Duque infeliz e pedi para Marcelline não brincar com os sentimento dele, pelo amor de Deus né? E naquele momento ela ainda não tinha se dado conta de que o que ele sentia era mais amizade e afeto do que amor. Mas o que me incomodou de verdade foi a premissa do livro que é a coisa do “malandro” detesto a forma como a sociedade tenta justificar seus erros, tipo: ah ele comete alguns erros, vacila às vezes, mente, engana, trapaceia, mas tem um bom coração, ah ele não é mal. Nesse livro a autora tenta passar essa imagem de digamos “malandragem” da protagonista (confesso que minha antipatia a ela se deve a isso) que o tempo todo se diz sem escrúpulos, sem moral, sem ética, capaz de fazer qualquer coisa pra conseguir um bom negócio, mercenária. Não engoli a história das irmãs acharem normal manipular, distorcer e até certos pontos invetar algo a fim de conseguirem se dar bem nos negócios (isso não nos lembra os dias atuais?) a própria Marcelline diz que ao longo do tempo sua família são se preocupou muito em mudar, eles gostavam de ser assim, de enganar, trapacear, … então quer dizer que só quando o Duque aparece é que acende a chama da decência nela? E pelo visto a irmã é a mesma coisa… e por fim O duque Clevedon me pareceu o tempo todo sem personalidade, ele tem comportamento duvidosos e quando acredita que cometeu um erro divaga consigo mesmo, mas sem apresentar necessariamente um amadurecimento, já Marcelline depois de ver que suas atitudes foram por um lado desastroso parece acreditar que a culpa é só dele, se ele não a tivesse seguido, se ele não a tivesse apostado, se ele tivesse convidado!
    E lendo sua resenha bati o martelo não termino essa série, percebi a mesma nuance do livro um e não tô a fim todo todo esse tempo perdido, e olha tinha amado os outros dois livros da Loretta publicados pela Arqueiro, mas acho que nessa série especificamente ela perdeu a mão. Não funcionou para mim!!! Bjss

    • Jaque
      Jaque says:

      Oiii Josy!
      Nossa, muito incrível sua opinião a respeito do livro, sério mesmo! Você descreveu fatos que tinham passados despercebidos pra mim durante a leitura. Obrigada! É por isso que a parte dos comentários é a minha preferida aqui no blog. Super entendo sua opinião, por mais que me doa saber que você não vai continuar a ler (coisas de leitora obsessiva compulsiva). Fico muito feliz em saber que minha resenha ajudou a você se decidir.
      Muito obrigada por compartilhar seus sentimentos aqui com a gente.
      Bjos 1000!

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